A pobreza menstrual é um perigo a nossa saúde, afeta países, principalmente os em desenvolvimento. No Brasil cerca de 23% das pessoas que muitos menstruam não possuem condições financeiras para arcar com produtos menstruais.
Viver um período menstrual com higiene e qualidade é um privilégio. Diante de um cenário em que muitas pessoas ainda hoje não te acesso a saneamento básico, banheiro ou água potável. Estudos mostram que muitas meninas deixam de ir à escola também por não ter qualidade básica de higiene, dessa forma comprometendo o estudo de mulheres.
Menstruar não custa nada, pois é algo fisiológico do nosso corpo, mas dentro de um sistema capitalista e patriarcal isso custa muito. Imagine uma família que recebe um auxilio mínimo ter que escolher entre comer ou comprar produtos de higiene? Produtos esses que não são acessíveis e muitas vezes são descartáveis, uma mulher pode gastar em torno de 15,00 a 20,00 à cada mês.
Essa falta de acessibilidade denúncia o quanto existe desigualdade social, de gênero e também de raça, pois 64% das pessoas que passam por ela são negras. Compromete a educação de mulheres, obrigando-as a iniciar no mercado de trabalho ainda muito novas, influência no casamento e gravidez precoce. Causa uma grande carga mental por não gostar de menstruar, por também não ter condições básicas pra isso e afeta o emocional de muitas, por não poder viver com tranquilidade e qualidade nesse período.

